Os empresários da Associação Empresarial de Lages (ACIL) receberam, na reunião de diretoria realizada na segunda-feira, 06 de julho, o presidente do Instituto Orion, Valmir Tortelli, e o diretor executivo, Claiton Camargo, para uma apresentação sobre a trajetória, resultados e perspectivas do Orion Parque Tecnológico, que celebra uma década de atuação como um dos principais ecossistemas de inovação de Santa Catarina.
O Orion Parque nasceu da mobilização do Núcleo de Tecnologia da Informação da ACIL, com o propósito de fortalecer o ambiente de negócios da Serra Catarinense e fomentar a inovação nas empresas da região. A iniciativa contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), da então Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR) e da articulação de lideranças empresariais e políticas, que garantiram a inclusão de Lages no programa estadual de Centros de Inovação, tornando o município o primeiro do Estado a inaugurar uma unidade.
Ao longo dos últimos dez anos, o Orion se consolidou como uma referência estadual em governança, inovação e integração entre empresas, universidades, poder público e sociedade civil. Segundo o presidente do Instituto Orion, Valmir Tortelli, a essência do projeto permanece a mesma desde sua criação. “O Órion nasceu para apoiar o ambiente de negócios e incentivar a inovação dentro das empresas. Nosso maior desafio agora é ampliar essa cultura para que ela esteja presente em todos os setores da economia”, destacou.
Os indicadores apresentados demonstram o crescimento do parque ao longo dos últimos dez anos. Atualmente, o Orion reúne 56 empresas vinculadas, das quais 17 estão instaladas em sua estrutura física e 39 participam do programa virtual de inovação. Em 2025, essas empresas registraram faturamento conjunto de R$ 202 milhões, sendo R$ 171 milhões provenientes de negócios sediados em Lages. A arrecadação de ISS alcançou aproximadamente R$ 4,5 milhões, reforçando a contribuição do ecossistema para a economia regional.
O parque também segue em expansão, com novos investimentos em andamento, entre eles está a implantação de uma unidade do Senac, além da disponibilização de nove áreas destinadas à instalação de futuros empreendimentos de base tecnológica, ampliando a capacidade de atração de novos negócios.
O diretor executivo Orion ressaltou que a Serra Catarinense possui um expressivo patrimônio científico, especialmente na área de agrobiotecnologia, mas ainda enfrenta o desafio de aproximar a produção acadêmica das demandas do setor produtivo. Para reduzir essa distância, o parque está estruturando o Núcleo de Inovação Tecnológica, iniciativa que reunirá os núcleos de inovação das universidades e instituições de pesquisa da região para identificar as demandas da indústria e conectá-las aos pesquisadores com maior capacidade técnica para desenvolver soluções. A proposta busca acelerar a transformação do conhecimento científico em produtos, serviços e novos negócios.



