Núcleo de Comunicação da ACIL conhece estudo inédito que revela o novo perfil e os hábitos de consumo dos lageanos

O Núcleo de Comunicação da Associação Empresarial de Lages recebeu, na manhã desta quarta-feira, 10 de dezembro, o gerente regional do Sebrae, Altenir Agostini, a analista de projetos e negócios, Mariana Bonella, o analista técnico, Claudio Ferreira, o presidente da CDL Lages Célio Bueno e o diretor executivo, Jhonathan R. Silva, para a apresentação dos mais recentes dados e indicadores sobre o comportamento de compra no município.

O levantamento, conduzido pelo Observatório de Negócios do SEBRAE, entrevistou 600 moradores com mais de 16 anos, entre 6 e 9 de outubro, apresentou uma análise precisa do perfil socioeconômico, mapeia os hábitos de consumo e identifica demandas regionais que podem orientar o setor empresarial na tomada de decisão. Com margem de erro de 4%, o estudo permite comparações com outros centros urbanos catarinenses.

O estudo revela que 52% dos consumidores são mulheres e 37% têm entre 30 e 49 anos. Em relação à escolaridade, 47% possuem ensino médio e 20% ensino superior ou pós-graduação. A distribuição por classes sociais revela que 29% dos entrevistados pertencem às classes A/B, 37% à classe C e 33% às classes D/E. A pesquisa aponta ainda que 69% dos moradores residem em casa própria e 47% das famílias têm poupança ou investimentos bancários.

O atendimento foi apontado como principal fator de decisão de compra por 70% dos consumidores, seguido pelas promoções com 56% e pela pesquisa de preços com 53%. Entre as formas de pagamento, o PIX à vista é o mais utilizado por 50,5% da população, seguido pelo cartão de crédito com 45%. A compra online faz parte do cotidiano de 70% dos lageanos, mas ainda apresenta baixa adesão entre pessoas acima de 60 anos, 70% desse público nunca comprou pela internet.

O levantamento identificou carências específicas fora do Centro, destacando oportunidades de expansão para diversos segmentos. Os supermercados são apontados como principal demanda nos bairros Santa Catarina (27%), Petrópolis (22%), Universitário (20%) e da Penha (20%). As farmácias aparecem como demanda no Conta Dinheiro (39,5%) e Petrópolis (35%). Já lojas de moda e vestuário se destacam como necessidade nos bairros Santa Catarina (27%) e Santa Helena (26%). Já no setor de serviços, as casas lotéricas e bancos 24h lideram como principais ausências percebidas pelos moradores.

O estudo também mensura o movimento econômico dos principais mercados locais. O setor supermercadista movimenta cerca de R$ 77 milhões por mês; restaurantes e lanchonetes representam um mercado estimado em R$ 37,1 milhões mensais; moda e cuidados pessoais registram tickets de R$ 337 e R$ 250, respectivamente. Já o mercado pet, presente em 68% dos lares, gira em torno de R$ 10 milhões mensais.

A pesquisa destaca ainda o comportamento cultural dos lageanos: 41% frequentam shows, com forte influência de eventos como a Festa do Pinhão; 55% têm hábito de viajar a turismo; e 26% leem livros semanalmente.

 

Compartilhe:

error: O conteúdo é protegido!!